segunda-feira, 26 de outubro de 2009

(à medida do homem)

Em Memória de Josué de Castro, Betinho, Jorge Amado, Raul Seixas e
João Cabral de Melo Neto...
Aos Mártires do Brasil e do Mundo...
Aos que lutam por um mundo melhor...


Geografia da fome
É um livro universal...
Disseca a realidade
Da terra do carnaval...
Da sub-desnutrição
Via multinacional...

Josué lembra os Sertões
O Quinze, a Bagaceira
Vidas Secas-Lampião,
Patativa, Zé limeira...
Repente-Cordel-Cangaço
Xaxado... Mulher–Rendeira

Josué mártir–guerreiro,
A fome nos violenta,
Tortura a população
Desnutre desorienta.
Fome de Educação...
É oito ou é oitenta...

Mestre da geografia
Médico e pensador
Diplomata e filósofo
Cientista-escritor
Homem público-honesto
Inteligente-criador...

Foste profeta da fome,
Perseguido-exilado
Embaixador em Genebra,
Na ONU foi destacado...
Por sua capacidade,
Ao Nobel foi indicado...

Pobres homens-caranguejos,
Comendo lixo e lama...
Seres sem-terra, sem-teto,
Vítimas da grande trama
Tornam-se anões-gabirus
Sem escola e sem cama...

Humanidade faminta,
De amor, prazer e pão
Falta escola, falta paz...
Só não falta exploração
Falta o feijão com arroz,
Na novela da opressão...

Fome global no mundo
No Brasil: calamidade...
Desemprego-desgoverno
Subnutrem a verdade.
A fome devora a vida,
No campo e na cidade...

Fome histórico-geográfica,
Neste Brasil continente.
Devora o trabalhador,
Com salário deprimente.
Carcome a vitalidade
E a luz de nossa gente...

A corrupção impera
No coração do Brasil
Alibabás e lalaus
multiplicam-se por mil
Entregam o patrimônio
Ao estrangeiro hostil

Guaribas e Cearás
Vitimados pela fome
O terror massacra o povo
Analfabeto sem nome...
Gringos comem caviar
Lá em Londres e Maiame...

A fome assola a terra...
O Brasil de sul a norte
Saara... Afeganistão...
La fome é irmã da morte
Xangô Cristo Alá Tupã
Como fica nossa sorte?

O que será do Brasil?!
Tanta renda concentrada!
A fome matando a plebe...
Amazônia devastada...
O que será do planalto?
Terá luz na alvorada?

Até quando o descaso?
A grande massa espoliada
Trabalhadores com fome,
Sem salário, na estrada...
Sem-terra, sem esperança,
se alimentando do nada?!

A fome é um dilema
Neste país continente
Falta lastro e competência,
Pra elite dirigente,
Que mata o povo de fome:
Raiva dengue dor de dente...

Severinos retirantes,
Favelados na miséria,
Governantes! Olho vivo...
A situação é séria...
O povo já virou gado.
Nessa vida deletéria.

O povo vive inchado
por falta de nutriente...
O povo está calado,
Porém, não está contente,
Quer mudar o paradigma,
Da gestão incompetente.

Valei-nos Santa Quitéria,
São Cristóvão, São Joaquim,
São Lutero, São Calvino,
Na inquisição do fim...
Varrei a fome do mundo...
São Miguel, São Serafim.

Valei-nos Nossa Senhora,
Nosso Senhor do Bonfim
Minha mãe Aparecida...
O que é que será de mim?!
Com o salário congelado,
será que será o fim?!!

Valei-me meu Padim Ciço
São Pedro e São João
A fome devora o povo
Com tanta corrupção...
Impera dor no palácio:
Acuda... Frei Damião...

Lá na Vila Estrutural,
Sombria desnutrição,
Nos recantos-samambaias,
Nas favelas da ilusão...
Valei-me Santa Maria
E meu São Sebastião

Está na hora de mudar
Repartir melhor a renda,
Com aluno bem nutrido
Qualidade na merenda
Espero chegar ao dia
Que a fome seja lenda...

O latifúndio esfomeia
Traz o êxodo rural
Faveliza o cidadão
Dilacera o social
Reforma agrária urgente...
Grita a plebe marginal

Na luta, na resistência,
Zumbis e Conselheiros
Quilombos e contestados,
Nos Canudos brasileiros
Escreveram a História
Patriotas verdadeiros...

Exportam o alimento
Pra Europa-pro Japão,
O povo fica faminto
Comendo luz-ilusão
Maqueiam fome-novela
Mascaram na televisão...

Revolucionar o estado
E a nação transformar
Conquistar soberania
E a fome exterminar...
Fazer o povo feliz
“Cante lá, que eu canto cá” ...

Ao jovem Mestre Rodrigo
Nosso vate comandante
Aos colegas de Escola...
lutadores, sempre avante
Gente que combate a fome,
Faz Josué triunfante...

Vida na linha de frente,
Luminosa, radiante...
Amor, uma obra-prima,
Universal transmutante
A Arte nos alimenta,
Com a leitura de Dante...

A todos, nossa amizade...
E nossa admiração...
É preciso consciência
Em uma Nova Gestão...
Desejo paz e sucesso
Mundo em Revôolução...

Gustavo Dourado

Terra em aquecimento:
Mudança de temperatura
Seca, fome, tempestades
Terremoto na estrutura
Furacões e maremotos:
Morte, medo e amargura...

Poluem de todo jeito:
Sujam a atmosfera
Desrespeitam a natureza
O poder é besta-fera
Global neoliberalismo:

Capitali$mo: megera...

Metano, gases, carbono:
Petróleo e querosene
Óleo diesel, gasolina:
Salve o bioquerosene
Biogás e biodiesel, use:
Pare o verbo envenene...

Chuva ácida...efeito estufa:
Gera-se a calamidade
T$unamis...hecatombe$
Tufões, fome, tempestade
Enxofre, ácido sulfúrico:
CO2...Insanidade...

Queima de derivados:
Petróleo em combustão
Preservem a biosfera

Chega de poluição
É hora da biomassa:
Tempos de preservação...


Energia cinética dos rios:
Eólica e hidroelétrica
Energias renováveis
Parem com a termelétrica
Usem agroenergia:
Salve a bioenergética...


A Terra está com câncer:
Doente do coração...

A natureza está ferida
Deu ferrugem no pulmão
Furacões e maremotos:
Dores da poluição...

Radiações...poluentes:
Agricultura industrial
Desertificação e degelo
Devastação cultural
Evaporação dos oceanos:
Desrespeito ao natural...

Diminuição da cobertura do gelo:
Desaparecimento da calota polar
Retração do gelo e da neve

Cresce a radiação solar
Mudança dos padrões climáticos:
Aumento do nível do mar...


Queimadas...desmatamentos:
Poluentes na atmosfera
Desastres e hecatombes
Terror sob a nossa esfera
Queimam a alma da Terra:
Assassinam a biosfera...


Mil desastres naturais:
Os pólos a descongelar
Aquecimento das águas
Natureza a reclamar
Prenúncio do Apocalipse:

Ninguém pára pra escutar...

Emissão de gases poluentes:
Efeito estufa mortal
Seca, fome, terremotos
O homem provoca o mal
Só progresso e consumismo
Não preserva o natural...


Fim da Floresta Amazônica:
No aquecimento global
Subida dos oceanos
Em tsunami global
O homem gera a morte:
Com a poluição letal...


Nossa Terra pega fogo
Em calor descomunal
Desmatamento insano
Muito incêndio florestal
Efeito estufa, chuva ácida:
O aquecimento é fatal...

Gases de todo o tipo:

Óxido nitroso no ar
Muito dióxido de carbono
Para nos incomodar

Rareia o oxigênio:
Nossa vida a esquentar...


Protocolo de Kyoto:
Bu$h nâo quis respeitar
Jogam gás na atmosfera

Sem ligar para o azar
Poluem o mundo e o fundo:
Oceano, terra e ar...

Precisamos nos re.unir:
Desaquecer átomos.fera...
Evitar o con$umismo:
Não adorar a Be$ta-feera...
Abolir o ego.i$mo:
Fluir amor zenova era...

Por Gustavo Dourado

O que você acha da biblioteca itinerante?Se você não vai à biblioteca, a biblioteca vai até você como sinônimo de descobertas compreendendo a arte e cultura promovendo assim. a cidadania aproximando comunidade e escola e despertando através da leitura os sonhos escondidos de cada um.